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segunda-feira, novembro 21, 2005

Análise do quadro “Composição VIII”

Composição VIII,1923
Óleo sobre tela
140x201cm
The Solomon R. Guggenheim, Nova Iorque

Nesta obra podemos observar várias formas geométricas (círculos, semicírculos, triângulos e quadrados), ângulos rectos e agudos e linhas rectas. Todos estes elementos que constituem o quadro são de tonalidades mais escuras do que o fundo (claro) provocando, assim um contraste de tonalidades.
Há também, contrastes de formas, que provam o balanço dinâmico do trabalho: o largo círculo no canto superior esquerdo joga com as linhas que estão na proporção correcta da tela.
Kandinsky usa cores diferentes dentro das formas dando energia à sua geometria: o circulo amarelo com uma auréola azulo versos o circulo azul com uma auréola amarela; o ângulo recto preenchido de azul e o ângulo agudo preenchido de lilás.
O desenho não parece um exercício geométrico em primeiro plano, este parece tomar lugar num espaço indefinido.
As cores do fundo – o azul claro em baixo, o amarelo claro no topo e o branco no meio – definem a profundidade e realçam o dinamismo da composição.
As formas tendem a recuar e avançar dentro da profundidade, criando a dinâmica da tela. Estas agudizam ou retraem o carácter de cada cor e assinalam direcções e pontos de tenção na superfície do quadro.
Na época em que o quadro é pintado, o círculo aparece como símbolo de perfeição e pelas suas conotações cósmicas. As cores vibrantes dos anos de O Cavaleiro Azul tornam-se agora mais planas e lisas. A economia e o rigor do reportório formal apuram-se ao máximo.
Pintada em 1923, a Composição VIII reflecte a influência do Suprematismo (pintura com base nas formas geométricas planas – os rectângulos, os círculos e a cruz – sem qualquer preocupação de representação) e do Construtivismo.
Kandinsky soube, no entanto, manter a teoria nos seus justos limites, sem cair nunca numa pintura que fosse a mecânica execução de uma fórmula.

1 Comments:

Blogger Arte Emoção!!! said...

Legal vou apresentar um trabalho amanhã sobre esta pintura e vou relacioná-la com uma música do Schoenberg Mondestrunken.
Valeu pela dica!

Ana Paula

10:30 da tarde  

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